quarta-feira, 23 de junho de 2010

Carinho de Maradona e Messi do Barça fazem Argentina 'sobrar' no grupo B

Enrique Marcarian/Reuters

Messi e Maradona são protagonistas da boa fase da seleção argentina na Copa

 

Fator Messi

Quem também mudou de postura na seleção foi o atacante Lionel Messi. Depois de ser muito criticado e, principalmente, perseguido em seu país por não repetir com a camisa argentina as grandes atuações do Barcelona, o melhor do mundo foi o destaque da seleção na primeira fase, mesmo não tendo marcado um único gol em três jogos.
  • Lionel Messi é a estrela argentina na Copa, mas vem sofrendo com forte marcação e goleiros rivais
“Mudou muita coisa. Nas eliminatórias não era eu, dentro do grupo, por exemplo. Agora sim sou eu, com meus companheiros e com o Maradona”, desabafou Messi. “As coisas não saiam bem porque era eu pisar na Argentina e já recebia aquela enxurrada de críticas. Era muito difícil jogar dessa maneira e estava cada vez pior.”
Se está zerado na artilharia do Mundial sul-africano, o camisa 10 comanda o time em campo com passes, dribles, jogadas que redundaram em gols argentinos e até mesmo chutes a gol. Messi é o maior finalizador da Copa, com média de 5,7 chutes a gols por jogo, o maior driblador [cinco fintas por jogo], e o quarto que mais recebe bolas.
Os próprios jogadores argentinos já fazem campanha para o primeiro gol dele no torneio. Mas ele também vem esbarrando em fortes marcações e goleiros inspirados, como foi o caso do último jogo da primeira fase, contra a Grécia, quando teve atenção dobrada dos rivais e ainda viu o arqueiro Tzorvas fazer grandes defesas.

'Remodelada', Inglaterra vence, abafa crise e pode pegar Alemanha nas oitavas

Laurence Griffiths/Getty Images
Autor do gol inglês Defoe recebe abraço de Milner, que foi responsável pela assistência

Depois de dois empates pouco convincentes e um princípio de crise, a Inglaterra mudou. Porém, mais do que novos titulares ou posicionamentos em campo, a equipe inglesa esboçou uma postura diferente e, com isso, conquistou sua primeira vitória ao derrotar a Eslovênia por 1 a 0, nesta quarta-feira, e garantir sua vaga nas oitavas de final.

Além da primeira derrota no Mundial, os eslovenos também viram a classificação inédita às oitavas de final escapar nos últimos instantes. No outro jogo do grupo, os Estados Unidos fizeram 1 a 0 aos 46min do segundo tempo e, com isso, avançaram em primeiro lugar, deixaram os ingleses em segundo e a Eslovênia ficou fora.

Estados Unidos e Inglaterra agora aguardam os resultados dos dois jogos do grupo D, fato que pode culminar com um emparelhamento entre ingleses e alemães logo nas oitavas de final.

Após ter a escalação da equipe questionada publicamente pelo zagueiro John Terry, o técnico Fabio Capello resolveu mudar novamente o time titular. Porém, Joe Cole, defendido pelo ex-capitão do English Team, permaneceu no banco de reservas e foi opção no segundo tempo. As novidades foram Upson no lugar do suspenso Carragher, Milner no de Lennon e Defoe, que ganhou o lugar de Heskey no ataque.

Até por essas mudanças, o gol inglês deve ser creditado a Capello, já que Milner, que não teve uma atuação brilhante, fez um ótimo cruzamento e Defoe, com apenas 1,70m, se antecipou à defesa eslovena para vencer o bom goleiro Handanovic e abrir o placar.

Além da mudança de jogadores, Capello também alterou o posicionamento do seu meio-campo. Milner, que na estreia jogou pela esquerda, desta vez foi escalado na direita. Com isso, Gerard foi deslocado para o lado oposto, deixando Lampard e Barry mais ao centro.

Grande esperança dos ingleses, Rooney também foi diferente dos dois primeiros jogos. O atacante fez boa parceria com Gerrard e Defoe, chegou a acertar uma bola na trave, mas segue sem balançar as redes.

Independentemente do jejum de gols de Rooney, que não marca há sete jogos pela seleção, a Inglaterra soube se desvencilhar da marcação adversária e, com a disposição esperada de uma das favoritas ao título, conseguiu impor seu jogo. Os eslovenos, no entanto, mostraram que não se classificaram à toa e, nos últimos 20min, acuaram os ingleses e por pouco não conseguiram o empate.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Fifa descarta punição a Dunga por ofensas a jornalista durante coletiva

Dunga murmurou alguns palavrões ao repórter 
Alex Escobar, da Rede Globo. Fifa arquiva o casoO Comitê Disciplinar da Fifa anunciou nesta terça-feira que não encontrou argumentos suficientes para propor a punição do técnico Dunga, que proferiu algumas ofensas em voz baixa na entrevista coletiva concedida após a vitória do Brasil sobre Costa do Marfim, 3 a 1, no domingo.
O treinador da seleção murmurou, chamando o repórter da Rede Globo, Alex Escobar, de “besta, burro, cagão!”. O microfone, porém, captou. Posteriormente, a Fifa cogitou suspender Dunga pelo ocorrido. No entanto, a entidade decidiu não levar adiante o assunto.
“O Comitê não encontrou base para a abertura de um inquérito sobre o técnico brasileiro”, comunicou a Fifa, em nota oficial.

Globo negociou entrevistas com Ricardo Teixeira, mas Dunga vetou

Dunga vetou entrevistas 
exclusivas da Globo com três jogadores da seleção na África do SulO incidente entre Dunga e Alex Escobar ocorreu quando o jornalista conversava ao telefone com o apresentador Tadeu Schmidt exatamente sobre este assunto. O técnico percebeu o que ocorria e perguntou: “Algum problema?” Escobar respondeu: “Nem estou olhando para você, Dunga”. O técnico replicou em voz baixa, o suficiente para ser captado pelo microfone à sua frente: “Besta, burro, cagão!”
Diversos jornalistas na sala de entrevistas ouviram Escobar desabafar: “Insuportável, bicho, insuportável. O Rodrigo (Paiva) foi revoltado lá falar comigo, cara. O Dunga não deixou. Ninguém. Caraca, nem o Luís Fabiano. Infelizmente. Valeu, Tadeuzão”.

Villa pode ser punido pela Fifa por agressão a hondurenho

Villa pode ser punido pela FifaO atacante David Villa, autor dos dois gols da vitória da Espanha sobre Honduras por 2 a 0 nesta segunda-feira, poderá ser advertido pelo Comitê Disciplinar da Fifa, por ter dado um tapa no rosto do hondurenho Izaguirre.
O camisa 7 Villa desferiu um tapa sobre o adversário antes de uma cobrança de falta da Fúria, mas o árbitro japonês Yuichi Nishimura não viu a agressão e não puniu o espanhol.
“Não podemos fazer especulações antes de ler os relatórios. Se necessário, o Comitê Disciplinar estudará as imagens do incidente e tomará uma decisão a respeito”, disse o porta-voz da Fifa, o espanhol Pekka Odriozola.
Quando recordado do caso do italiano Mauro Tassotti, que foi suspenso por sete partidas por dar uma cotovelada no espanhol Luis Henrique na Copa do Mundo de 94, nos Estados Unidos, Odriozola insistiu: “não podemos comentar até que tenhamos o relatório”.
No caso de Tassoti, o árbitro também não puniu o jogador, porém a Fifa suspendeu o italiano após examinar as imagens da partida.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Portugal arrasa a Coreia por 7 a 0 e decide liderança contra o time de Dunga

Armando Franca/APPortugal brilhou nesta segunda-feira e, após sete gols lusitanos, a partida entre Brasil e os portugueses, na próxima sexta-feira, em Durban, voltou a ganhar importância. Será um duelo direto pela liderança do grupo G. O time de Dunga está garantido nas oitavas, mas uma derrota o deixa em segundo lugar.
Com os brasileiros naturalizados em segundo plano (Liedson entrou no final), Portugal acordou na Copa do Mundo. Não só atropelou a Coreia do Norte tão temida pelos brasileiros, como fez 7 a 0. Isso mesmo, 7 a 0! E conseguiu a maior goleada do torneio até agora. Chegou aos quatro pontos e mostrou enorme evolução.

O Brasil demorou 55 minutos para fazer um gol na Coreia. Portugal anotou um a cada 13 minutos, em média. Dunga e seus pupilos reclamaram da defesa asiática. Nesta segunda-feira, na Cidade do Cabo, a mesma defesa sequer anotou a placa do trator português que passeou pelo estádio Green Point.

Titulares no empate sem gols com a Costa do Marfim, Deco e Liedson foram coadjuvantes desta vez. O primeiro por culpa de dores musculares. O segundo, por opção técnica. Apagado diante dos africanos, Liedson (autor do quinto gol) viu Carlos Queiroz apostar suas fichas no português Hugo Almeida. Pepe ainda não está 100% e assistiu a tudo do banco.

Queiroz, inclusive, deixou de lado a teimosia que marca muitos treinadores. Mudou quatro jogadores para a partida desta segunda-feira. Além dos brasileiros, também sacou do time o lateral Paulo Ferreira e o meia-atacante Danny. O resultado não poderia ser melhor. Tiago, Simão Sabrosa e Hugo Almeida, reservas na estreia, contribuíram com  quatro gols. Raúl Meireles também fez um - Liedson e Cristiano Ronaldo marcaram os tentos que faltam para os 7 x 0.

O Brasil pode se preocupar com os portugueses. Principalmente porque o principal nome da equipe resolveu desencantar. Cristiano Ronaldo participou bastante do segundo tempo, mandou uma bola no travessão, deu assistências e, no fim, estufou as redes. O melhor jogador do mundo de 2008 e o mais caro de todos os tempos quer um lugar de destaque na história das Copas. E está disposto a lutar por isso.




A Coreia do Norte? O time que deu trabalho à seleção de Dunga na estreia (perdeu por 2 a 1) também evoluiu, dentro de suas limitações. Ficou menos enfiado na defesa e usou velocidade no ataque. Eduardo correu certo perigo. Mas foi só. Depois, se viu diante de uma locomotiva vermelha. Assim, a esperada revanche pela derrota de 1966 não aconteceu. A equipe asiática não conseguiu vingar o revés por 5 a 3 de sua primeira participação em Copas (a única até 2010), quando Eusébio anotou quatro gols e virou o placar que mostrava 3 a 0.

Às 11h (de Brasília) desta sexta-feira, Brasil e Portugal se encaram para ver quem cresceu mais desde a estreia. O vencedor ganha a liderança do grupo. Será o confronto do líder do ranking da Fifa (o time de Dunga) contra o terceiro colocado. Pelo que fizeram na segunda rodada, ambos começam a fazer jus às expectativas que os cercam. A diferença é que o Brasil sofreu para superar a Coreia, enquanto Portugal sofreu para contar o número de gols que marcou.
  • Julie Jacobson/API Hugo Almeida desvia de cabeça e faz o terceiro gol dos portugueses
  • Schalk van Zuydam/AP Tiago comemora: meia entrou na vaga de Deco e marcou 2 gols
  • Jewel Samad/AFP Raúl Meireles recebe passe na área e bate cruzado para marcar

Maradona ironiza juiz e rejeita 'Mão de Deus' em gol de Luís Fabiano

Cozaro de Luca/EFEEternizado pela “Mão de Deus”, Maradona não quis saber de comparações com o gol de Luís Fabiano contra a Costa do Marfim do último domingo. Um dia após a vitória brasileira por 3 a 1, o comandante da seleção argentina brincou sobre a jogada do centroavante canarinho, mas não poupou críticas com ironias ao árbitro francês Stéphane Lannoy por ter validado o lance.
  • Stuart Franklin/Getty Images Luís Fabiano domina a bola com a mão no lance do segundo gol da seleção contra a Costa do Marfim
“O gol dele foi com o braço. A verdade é que foi muito evidente. Mas o tragicômico foi o que aconteceu depois, o sorriso do árbitro. Contra a Inglaterra, não vi o árbitro rindo. Ele ficou na dúvida, olhando para o bandeirinha, para a torcida. O estranho é que o juiz de ontem [domingo] saiu rindo”, destacou o técnico.
Maradona protagonizou um dos lances mais polêmicos na história das Copas, quando marcou um gol com a mão em 1986 e eliminou a Inglaterra do torneio. Na ocasião, o jogador disse que “se houve mão na bola, foi a mão de Deus”, frase que ficou eternizada após o torneio.
No último domingo, Luís Fabiano anotou seu segundo gol diante da Costa do Marfim depois de dominar a bola duas vezes com o braço. Depois do duelo, o brasileiro afirmou que colocou o braço na bola sem querer, com uma “Mão Santa involuntária”.
“Não foi uma Mão Santa. Foi uma Mão Santa involuntária. O que vale mais foi a pintura do gol. A malandragem conta muito. Foi um dos gols mais bonitos da minha carreira", destacou o camisa 9, que negou para o juiz durante o jogo que tivesse utilizado o braço na jogada.
Para Maradona, o lance teve grande influência no resultado final. Apesar disso, ele tentou minimizar o ocorrido e voltou a afirmar que o Brasil segue como favorito para a conquista do título.