sábado, 26 de junho de 2010

Técnico do México vive dilema entre experiência ou juventude no ataque

Javier Hernández é reserva, mas 
demonstrou que poderia ser titularPara a partida contra a Argentina, o técnico Javier Aguirre tem problemas para resolver em seu ataque. O treinador mexicano deve decidir entre a experiência de Guille Franco e a juventude de Javier Hernández. A seleção tenta surpreender o time de Diego Maradona, neste domingo, no estádio Soccer City. O duelo pelas oitavas de final da Copa do Mundo está marcado para as 15h30 (horário de Brasília).
A decisão de deixar ‘Chicharito’ Hernández no banco e manter Franco como titular na primeira fase do Mundial gerou numerosas críticas a Aguirre. “Do meio para frente, a Argentina é impressionante e nós decidimos deixar Guardado [meia do Deportivo La Coruña] na reserva e não começar com Chicharito Hernández”, disse José Antonio García, presidente do Atlante, tradicional clube mexicano.
“Tomara que, no domingo o jogador argentino que irá nos preocupar mais não seja Guille Franco”, cutucou o dirigente, em referência ao atacante, que nasceu na Argentina e se naturalizou mexicano. Fiel aos seus princípios, Aguirre manteve a confiança em Franco, apesar das fracas exibições do atleta e do bom momento de ‘Chicharito’.
O gol de Hernández contra a França mostra que o jovem de 22 anos leva vantagem sobre o ‘rival’ da seleção mexicana, que ainda não marcou na Copa. ‘Chicharito’ foi contratado pelo gigante Manchester United recentemente. Aguirre, no entanto, dá sinais de que sua equipe já tem velocidade suficiente com Giovani Dos Santos e Carlos Vela, que se recupera de uma lesão para jogar contra a Argentina.
Com isso, o técnico prefere colocar um homem de área para aproveitar as jogadas preparadas por outros dois jovens muito valorizados no mercado europeu de futebol. Sem problemas no setor ofensivo, a Argentina já apresentou falhas na defesa. É por isso que os críticos insistem em ter três jogadores velozes no ataque, para confundir ainda mais os defensores da albiceleste.

Zamorano vê chance para Chile passar pelo Brasil na África do Sul

Ivan Zamorano já esteve na mesma situação que Valdivia, Sanchez & Cia. enfrentarão na segunda-feira: oitavas de final de Copa do Mundo, contra o Brasil. Ao lado de Salas, ele foi derrotado pelo time comandado por Rivaldo. Desta vez, ele acredita que o time de Marcelo Bielsa pode chegar às quartas. As chances são pequenas, ele admite, mas existem.
“Os garotos de Bielsa estão prontos para o que aparecer pela frente. E agora, é matar ou morrer. Em 1998, chegamos às oitavas mas perdemos para o Brasil jogando como nunca. Mas podemos sonhar. Tudo é possível”, disse o ex-jogador, que está trabalhando como comentarista na África do Sul.
Em 98, o time do Chile perdeu por 4 a 1 para o Brasil. Naquela equipe, Zamorano e Salas eram as estrelas e os chilenos tinham problemas para se defender. Desta vez, Bielsa tem uma série de jogadores de qualidade na frente e conseguiu montar um esquema defensivo que, se não é brilhante, pelo menos é confiável.
“Esse time é muito bom. E o melhor é que oferecemos algo que outros times não oferecem. Bielsa tem sua filosofia e conseguimos ver seu estilo em campo. Jogamos para atacar, não para defender”, afirmou o ex-atacante do Real Madrid e da Inter de Milão.
Brasil e Chile se enfrentam na p´roxima segunda-feira, às 15h30, em Johanesburgo.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Alemanha talentosa e recordista vê Gana, esperança africana

Marcus Brandt/EFE
À frente da seleção alemã, Low conquistou 73,8% e tem a melhor marca da história
 
Joachim Low é o técnico com melhor aproveitamento de pontos da história da Alemanha, mas pode ser o primeiro a deixar a Copa na primeira fase. Com uma geração talentosa em mãos, o comandante terá de superar Gana, a última grande esperança africana do Mundial, para seguir adiante. A equipe tem quatro pontos e é a única do continente que só depende de si para chegar às oitavas de final da Copa do Mundo.

Parreira 'se vinga' de Domenech e faz França igualar seu maior vexame em Copas

AFP
Parreira tenta cumprimentar o treinador Domenech após vitória da África do Sul
Carlos Alberto Parreira “deu o troco” na França nesta terça-feira. Embora a África do Sul tenha sido eliminada na primeira fase da Copa do Mundo, a vitória por 2 a 1 dos Bafana Bafana serviu para o treinador amenizar o que aconteceu em 2006, quando os franceses, treinados por Raymod Domenech, eliminaram o Brasil, de Parreira, nas quartas de final da competição.

Pelo visto, a queda dos Bleus abalou o técnico francês. Ele se recusou a cumprimentar Parreira após o final da partida. “Praticamente não teve diálogo algum. Por educação e gentileza, fui cumprimentá-lo. Ele disse alguma coisa, mas não entendi. Disse que eu teria ofendido a equipe dele. Mas eu não me lembro de ter dito nada”, explicou o brasileiro.

Se em 2006 a França chegou à final da Copa com um time liderado por Zinedine Zidane, na África do Sul a equipe em nada lembrou aquela. Em um ambiente conturbado, com uma grave crise interna e várias discussões, o desempenho em campo foi péssimo e lembrou o vexame de 2002.
No Mundial da Coreia do Sul e Japão, a França estava cotada entre as principais seleções favoritas ao título – afinal, era a atual campeã e havia vencido a Eurocopa em 2000. No entanto, o resultado foi desastroso. Com Zidane fora de suas melhores condições (ele se recuperava de uma contusão), os Bleus foram eliminados ainda na primeira fase e sem fazer um gol sequer.
Logo na estreia, a França foi surpreendida por Senegal e perdeu por 1 a 0. Em seguida, a equipe empatou sem gols com o Uruguai. A despedida da Copa se deu de forma melancólica, com uma derrota por 2 a 0 para a Dinamarca. Zidane só entrou em campo contra os dinamarqueses, mas não conseguiu evitar o fiasco.

COPAS DECEPCIONANTES: EM 2002 E 2010

Vitórias: 0

Empates: 1

Derrotas: 2

Gols: 1

Sofridos: 4

Vitórias: 0

Empates: 1

Derrotas: 2

Gols: 0

Sofridos: 3

Já em 2010, os franceses fizeram uma campanha parecida. Na estreia, os Bleus ficaram no 0 a 0 com o Uruguai. No segundo jogo, o México venceu a equipe comandada por Domenech por 2 a 0. Com pequenas chances de classificação, os franceses perderam por 2 a 1 para a África do Sul, em jogo que marcou a despedida do treinador – ele será substituído por Laurent Blanc.
Aliás, a saída de Domenech se dá em meio a incontáveis problemas. O técnico sofreu diversas críticas por escolhas polêmicas em sua lista de convocados (por exemplo, não chamou Karim Benzema e Patrick Vieira) e pela indefinição quanto ao esquema tático da equipe. Além disso, crises de relacionamento entre jogadores e membros da comissão técnica também se tornaram constantes.
“Vou dizer tudo o que passei como capitão do time. A França precisa de uma explicação para esse desastre. Agora não é a hora certa, mas eu vou fazer isso pessoalmente, o mais rápido possível, em uma coletiva de imprensa ou entrevista”, avisou Evra. Pouco para desviar a atenção de uma campanha desastrosa, longe do que se espera de uma campeã mundial.

Seleção descarta marcação individual sobre Cristiano Ronaldo na sexta

  • Capitão Lúcio elogia o craque lusitano,
 mas diz acreditar que todos merecem atenção no jogo de 6ª Capitão Lúcio elogia o craque lusitano, mas diz acreditar que todos merecem atenção no jogo de 6ª
 Ter do lado contrário um jogador recentemente eleito o melhor do mundo não mudará a forma de jogar da seleção brasileira. É isso que assegura o zagueiro Lúcio, titular de Dunga, em comentário a respeito da partida contra Portugal da estrela Cristiano Ronaldo na próxima sexta-feira.
De acordo com o capitão brasileiro na Copa do Mundo, o sistema de marcação por zona não deve ser alterado em razão de uma individualidade destacada do lado adversário.
“A gente faz marcação em equipe, um ajudando o outro, na sua zona, isso é fundamental. O Cristiano Ronaldo é um grande jogador, assim como outros são. Todos merecem atenção. O importante é que a nossa marcação seja imposta”, afirmou Lúcio em referência ao melhor do mundo de 2008, segundo a Fifa.


Na avaliação do zagueiro Luisão, a demanda de marcação contra Portugal será maior não exclusivamente à presença de Cristiano Ronaldo, mas em razão também do nível técnico da equipe do técnico Carlos Queiroz, turbinada pelos brasileiros Pepe, Deco e Liedson.
“A seleção de Portugal chega perto do Brasil tecnicamente. Principalmente por contar com jogadores naturalizados, esses que são do nosso país”, comentou o reserva da defesa.
Brasil e Portugal se enfrentam na próxima sexta-feira em Durban, na última rodada do grupo G. Com seis pontos conquistados, a seleção de Dunga já tem vaga nas oitavas assegurada. Diante dos portugueses, a equipe terá a missão de ratificar a primeira colocação da chave. Para isto, um empate já basta.

Daniel Alves e J.Baptista treinam entre titulares e devem enfrentar Portugal

Fabrice Coffrini/AFP
Elano corre durante o treino do Brasil; lesionado, meia fez trabalho separado

Faltando dois dias para o confronto contra Portugal, que irá definir o primeiro colocado do grupo G, Dunga fechou o treino desta quarta-feira da seleção brasileira. A atividade na St. Stithians College, em Johanesburgo, serve para definir o time que enfrentará os europeus na próxima sexta, em Durban. Durante a atividade, o técnico escalou Júlio Baptista e Daniel Alves entre os titulares. A dupla deve ficar com as vagas de Kaká e Elano, respectivamente.
Ainda se recuperando de uma pancada na perna direita sofrida na vitória sobre Costa do Marfim, Elano sentiu a contusão e fez trabalho separado dos demais jogadores. Já Kaká perderá o duelo com os portugueses por ter sido expulso contra os africanos.
Os 15 primeiros minutos do treino desta sexta foram abertos, mas em seguida a CBF pediu aos jornalistas para deixarem o local, que teve os portões fechados em seguida. Mesmo assim, alguns jornalistas brasileiros conseguiram acompanhar as atividades do alto de um prédio onde funciona uma empresa de limpeza e que fica cerca de dois quilômetros da St. Stithians College. Só foi possível ver o treino por meio das câmeras dos cinegrafistas e fotógrafos.
Sem a imprensa, Dunga então começou a esboçar o time titular, com Júlio Baptista no lugar de Kaká e Daniel Alves na vaga do machucado Elano – o lateral do Barcelona entrou na vaga do camisa 7 na partida com os marfinenses.

Dunga ainda fez testes com a defesa brasileira. O técnico parou o coletivo várias vezes para posicionar os atletas do sistema defensivo em lances de bola parada, jogada muito utilizada pela seleção de Portugal.

Em jogo dramático, Estados Unidos marcam nos acréscimos e vão às oitavas

Jeff Mitchell / Getty Images
Jogadores dos EUA se jogam sobre Donovan para comemorar o gol da classificação
Depois de mais de 90 minutos de pressão e sofrimento em Pretória, precisou uma bola sobrar livre para a estrela dos Estados Unidos Landon Donovan, já nos acréscimos do segundo tempo, marcar o gol da vitória de 1 a 0 sobre a Argélia e garantir o time nas oitavas de final da Copa do Mundo da África do Sul.
Ainda assombrados com o erro de arbitragem do 2 a 2 contra a Eslovênia, os norte-americanos sofreram novamente com um gol anulado de forma errada no primeiro tempo, mas de forma dramática, arrancaram a vitória no final.
 Além da vaga no mata-mata , o time comandado pelo técnico Bob Bradley também terminou na primeira colocação do grupo C da Copa do Mundo da África do Sul. Isso porque no outro jogo da chave, a Inglaterra venceu a Eslovênia apenas por 1 a 0, ficando atrás na tabela por ter marcado menos gols.
Os Estados Unidos começaram mostrando que tinham mais recursos técnicos que os argelinos, ficando mais com a posse de bola e tocando com facilidade no meio-campo e saindo de forma mais incisiva ao ataque
Mas se os meias trabalhavam na seleção dos EUA, a defesa colocava todo esse trabalho em perigo. Com menos de 10min de jogo, os zagueiros norte-americanos bateram cabeça em pelo menos duas oportunidades, gerando chances de perigo para a Argélia, com uma delas redundando em um chute na trave.
A partir dos 25min do primeiro tempo, a seleção argelina conseguiu equilibrar as ações e até ficar mais com a bola em seus pés, chegando com perigo ao gol rival. Só que os norte-americanos eram perigosos nos contra-ataque. Tiveram pelo menos duas boas chances, incluindo um gol anulado de bola errada.
O segundo tempo começou tempo por conta do resultado da outra partida da chave. A Inglaterra foi para o intervalo vencendo a Eslovênia por 1 a 0, resultado que eliminava norte-americanos e argelinos e o jogo entre eles terminasse empatado.
A Argélia não começou tão recuada quanto na etapa anterior, mas também mostrava fragilidade em seu setor defensivo. Sempre que os norte-americanos Donovan, Altidore e Dempsey ficavam no mano a mano com os zagueiros rivais, levavam vantagem.
Nos momentos mais nervosos da partida, se faltava habilidade aos jogadores dos Estados Unidos, sobrava vontade. Os argelinos apostavam nos toques rápidos, mas não encontravam uma maneira de entrar na defesa adversária, sempre bem postada.
Sem condições de chegar com efetividade ao ataque, a seleção da Argélia voltou a ficar mais em seu campo de defesa, para tentar usar as saídas rápidas.
Quando poucos acreditavam que um gol poderia sair para qualquer um dos lados, os norte-americanos conseguiram se superar. Já nos acréscimos do segundo tempo, após bola rebatida pela defesa argelina, ela sobrou livre para Donovan marcar e confirmar a vitória dramática dos EUA.