Assim que os treinos com bola começaram para valer, já em território sul-africano, a seleção tirou o pé. O cuidado foi grande. Jogadores admitiram uma cautela triplicada em treinamentos e amistosos. “É uma questão de inteligência”, alegou Felipe Melo. Duas discussões entre atletas brasileiros após disputas mais duras mostraram o tamanho da preocupação. Funcionou.
Dunga, assim, tornou-se um privilegiado. Não precisou fazer nenhuma mudança na lista inicial dos 23 convocados. Tamanho sossego aconteceu pela última vez em 1990, na Itália, quando o hoje treinador disputou sua primeira Copa. O então técnico Lazaroni contou com quem gostaria do início ao fim. A nova era Dunga repete a primeira versão.
Os cortes que nos últimos anos vitimaram Edmílson (2006), Émerson (2002), Romário, Flávio Conceição e Márcio Santos (1998) e Ricardo Gomes (1994) não tiveram sequência na África do Sul. Não foram registradas nem mesmo doenças respiratórias previstas devido ao frio de Johanesburgo. “Não tivemos nenhum problema, ninguém ficou mal. O trabalho de prevenção funcionou”, atestou o médico José Luís Runco.





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